Estacionado em frente à estação de Campanhã, no Porto, reparei num rapaz, bem apresentado (estilo casual), que, após sair do carro de alguém, e mesmo ao passar em frente ao meu carro, decidiu cuspir para a via pública. Vi tudo a 2 metros de distância. Sem pestanejar, olhar em redor, sequer virar a cabeça para baixo, ou denotar qualquer tipo de constrangimento, mandou uma grande cuspidela numa curva frontal para o chão. Foi tão natural como respirar e, não fosse o facto de não ter o taco de baseball comigo, seria a oportunidade perfeita para o agarrar pelo cachaço, esfregar-lhe o focinho na solha e berrar “não voltas a fazer isso! também cospes para o chão de casa?!?”. É habitual fazer-se algo do género aos animais quando não respeitam o dono e fazem as necessidades num tapete novo lá de casa, mas ao contrário deste animal em campanhã, um cão certamente aprenderia alguma coisa com a reprimenda e, da próxima vez, respeitaria os tapetes.
Porque me apetece escrever, e não trabalhar durante algum tempo, deixo alguns comentários a este e outros vícios sociais que não suporto.
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Na minha habitual leitura diária de RSS’s, surgiu um artigo que demonstrava algo que nunca tinha visto antes. Ou melhor, que nunca tinha visto executado desta forma.
Trata-se de um protótipo de robô, em forma de cão (dizem eles, porque para quem vir, associa de imediato a um cavalo ou mula), cuja capacidade de adaptação ao terreno e a determinadas situações, me fez querer de imediato deixar aqui a chamada de atenção.
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Este domingo de manhã (sim, de manhã), fomos ver mais um Concerto Promenade no Coliseu do Porto. Desta vez foi um resumo do Messias, de Haendel, pela Orquestra de Música Antiga da ESMAE, dirigida por uma pessoa que não me recordo do nome, acompanhada pelo Coro da Academia de Música de Viana do Castelo, dirigido por outra pessoa que não me recordo, e com a participação de umas quantas pessoas que cantam, que não faço ideia quem sejam. Entendo que seja triste a minha fraca memória para os participantes, mas domingo de manhã, estar de olhos abertos, tarefa difícil, recordar nomes, muito pouco provável. Ainda tentei pesquisar por esses personagens desconhecidos, mas não obtive sucesso. A propósito disso mesmo, deixo um agradecimento à fraca informação disponível no site do Coliseu do Porto, que apenas menciona a orquestra, faz um resumo sofrível do evento, e esquece-se indecentemente de todos os outros intervenientes. Lamentável. Já nem comento que o site do Coliseu do Porto é medíocre. Afinal comentei.
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Pretendia alternar a publicação de críticas a filmes com artigos sobre outros assuntos, mas compromissos profissionais, e preguiça generalizada, impedem-me de o fazer. Por isso fica mais um filme para folia geral.
Não podia deixar passar a oportunidade de ver a nova versão do épico familiar Rambo. Vi no pda aos poucos, durante um período de uns quantos dias e não foi por isso que o filme perdeu qualidades. Qualidades dúbias, é certo, mas sempre qualidades.
Um grupo de ajuda humanitária pede ajuda a John (Stallone) para que os conduza rio acima até Burma, onde pretendem ajudar uma pequena comunidade local, constantemente aterrorizada por soldados de um abominável déspota (não são todos?). Com alguma resistência inicial, Rambo concorda..aliás, não me recordo se realmente acaba por os levar até ao seu destino ou se vão por outros meios, mas não é importante. O verdadeiramente importante é que o grupo é feito refém, o governo dos Estados Unidos envia mercenários para os resgatar, e o Rambo decide ajudar na missão.
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Depois da entrega de prémios que comentei no post anterior, acabamos por conseguir ver o filme de encerramento do Fantasporto 2008, este “the mist”, de Frank Darabont (the shawshank redemption e green mile), habitual colaborador de Stephen King na adaptação das suas obras ao cinema. Este sendo também uma dessas adaptações.
Não conheciamos grande coisa sobre o filme, apenas que o tema era um nevoeiro misterioso, que tinha dedo de Stephen King e nada mais. Tanto que a expectativa foi aumentando pela demora na entrega de prémios e a malfadada actuação dos Blasted Mechanism. Valeu a pena a espera, mas explico tudo após o salto.
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Este sábado fomos à sessão de encerramento do Fantasporto 2008. Pensávamos que seria apenas a apresentação do filme “The mist”, mas acabou por ser muito mais. Mesmo comprando os bilhetes à tarde, já só se arranjou na 2ª fila, o que não foi mau, foi mesmo perto das celebridades. Isto deu direito a ficar atrás de várias fotos tiradas a alguém famoso que estava à nossa frente, provavelmente com o dedo no nariz ou a fazer alguma cara feia, mas enfim…
O ambiente estava muito agradável, tirando uns incómodos monstros à portuguesa, patrocinados pela Super Bock, que insistiam em assediar as pessoas. Existia de tudo, de universitários cinéfilos com cordões desapertados, madames de traje de gala - provavelmente porque de seguida iria haver o Baile dos Vampiros, ou porque gostam de brilhar no escuro, não sei -, algumas celebridades como o grande Fernando Lopes, Maria João Seixas, Ana Padrão e um ou outro que não conheço, mas que dizem ser famoso/a, anda com alguém famoso/a ou pensa que é.
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(Imagem retirada de Geekstir)
Com um oscar na bagagem, para Tilda Swinton, a bizarra actriz inglesa, este filme foi uma surpresa. Embora a minha opinião de qual foi o melhor actor no filme seja relativa e apenas isso, uma opinião, a Karen Crowder (Swinton) fica no topo, não pela actuação per se, mas pelos arrepios e revolta que causava sempre que aparecia.
Michael Clayton (Clooney) é um “fixer”, a pessoa que a empresa de advogados para a qual trabalha envia quando é necessário resolver algum problema fora do normal. E fora do normal é o que acontece com o seu colega Arthur (Tom Wilkinson), que subitamente, a meio de uma audiência, perde o controle e persegue nu uma das testemunhas. Os porquês? Não me atrevo a contar uma linha da lógica do filme, tanto que provavelmente nem conseguiria, mas é forçoso ver o filme e tentar entender.
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Fiz uma recolha de algumas probabilidades para que possam ter uma melhor noção da realidade para os acontecimentos que todos tememos. Embora ser atacado por um tubarão ou morrer pela queda de um asteróide não sejam das coisas que actualmente mais me preocupam, mas mesmo assim…
As estatisticas foram recolhidas através de uma vasta investigação social, em livros sobre o tema, uma extensa pesquisa em algumas bibliotecas municipais, conversas de café e…vários sites da internet, mas não me recordo das fontes.
Vejam as tabelas depois do salto.
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Este filme já tem uns anos, mas achei pertinente deixar uma crítica, já que estou a ver o Appleseed:Ex Machina, a segunda (terceira - existe um primeiro filme de 1988) vaga desta série.
Baseado num comic de Masamune Shirow (Ghost in the shell, GITS 2:innocence), o filme é explosivo de ínicio a fim. Uso o termo explosivo não no sentido literal, embora explosões e acção abundem, mas no sentido de ser revolucionário para a época e impossivel de desligar após começar a ver.
O ano é 2131. Uma guerra global não nuclear deixou o planeta desolado. Deunan Knute, uma mulher soldado solitária, sem linhas de comunicação, continua a combater, desconhecendo que o final da guerra chegou. Embora uma combatente experiente, Deunan não é obstáculo para um helicóptero que a ataca sem aviso. Neste helicóptero vem Briareos, um antigo amor, que a retira dos campos desolados para a enigmatica utopia, Olympus.
Briareos já não é quem Deunan conheceu, sendo agora 75% mecânico, um cyborg, após uma injúria quase fatal na linha de combate. É curioso, embora comum para quem vive com filmes asiáticos à sua volta, ver um interesse romântico num filme marcadamente de acção e destruição. A diferença é que esse interesse não é óbvio, não monopoliza nem aborrece, apenas se sente nas entrelinhas de toda a acção, de um movimento de protecção entre os parceiros e uma ligação que vai para além das linhas de diálogo. Assim como com alguns outros títulos, o argumento entranha-se de uma forma inexplicável, deixando um bom sentimento e a percepção que acabamos de presenciar uma excelente experiência cinematográfica. Facilmente simpatizamos também com as personagens, com Deunan e Briareos a ficarem connosco muito após o final do filme.
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